Tentando passar por bonzinho, prefeito de Buriti Bravo consegue aprovação de projeto de lei para redução de salários. A prefeitura entrou em crise em menos de uma semana
Alegando queda de 20% à 35% no FPM (fundo de participação dos municípios), o prefeito enviou para câmara aprovar em regime de urgência, um projeto de lei com o proceder de redução dos salários de agentes políticos e servidores comissionados no período de seis meses.
O corte vai ficar assim:
- Prefeito e vice em 20% (vinte por cento)
- Secretários municipais e Adjuntos, e servidores comissionados com remuneração acima de R$ 1.000,00 (um mil reais) em 15% (quinze por cento)
Quem não tem noção do que esteja por traz de tudo isso, vai achar a iniciativa o máximo. Porém, ainda bem que estamos dando a oportunidade de mostrar o outro lado da moeda onde diga-se de passagem, é bem obscuro.
A vereadora Raimunda Helena (PSB) questionou o projeto apresentando fatos ocorridos poucos dias atrás. Um deles foi o caso do aumento no valor das diárias que a prefeitura tinha solicitado para aprovação na câmara. "8 dias atrás tinham dinheiro para engordar as diárias e agora não tem mais"?, perguntou a parlamentar.
O outro, foi o levantamento da vereadora Marineide Brito junto ao portal da transparência, onde os números mostram que não existe a queda que o executivo diz acontecer nos últimos meses.
Observe:
Ah, e ainda tem a farra nos salários e gratificações para Chefes de Departamentos e Secretários Adjuntos, também apresentado por Marineide depois de análise nas prestações de contas de 2014, onde existe descumprimento na lei de estrutura que determina valor e equiparação de proventos para os tais cargos.
Neste caso, o abuso é grande. Veja abaixo.
Falta transparência no projeto, pois não apresenta a estimativa do percentual de economia e nem pra onde será destinado.
A medida responsável e sensata seria retirar da folha de pagamento aquelas pessoas que recebem dinheiro do município sem de fato contribuírem com trabalho e o pior sendo que alguns sequer são moradores de Buriti Bravo, equiparar os salários como manda a lei e acabar com os favorecimentos nas farras com o dinheiro público.
Com tanta arbitrariedade, desmando, desrespeito e incompetência, Raimunda Helena e Gilvan Rocha votaram contra o enganador projeto que prejudicará os servidores municipais. Ele foi aprovado com outros 7 votos.
Reportagem: Gilson Rangel - Radialista e Jornalista




Pois é Gilson Rangel, tal atitude seria até plausível se ela não estivesse tentando mascarar os fatos absurdos que temos denunciados na Câmara e que vão contra os princípios da legalidade, moralidade e transparência na gestão pública.
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